No Peito e na Raça

logomarteVeja o vídeo e preste atenção no pianista cabeludo. É sobre o esporte desse cara que vamos falar aqui.2

Surf, Windsurf, Kitesurf, Stand up paddle, body board. Precisaríamos de algumas linhas para citar todas as variações do esporte de deslizar sobre as
ondas em cima de uma prancha. Então, que tal esquecer as placas de resina que ocupam muito espaço no carro, no busão então, nem se fala né, e troca-la pelo bom e velho tórax?

Essa é a proposta do bodysurf ou surfe de peito, ou quem sabe ainda Jacaré, como chamávamos todos que tivemos a oportunidade de ir à praia na infância e pegar aquelas marolinhas contando apenas com nossos corpinhos.

“Provavelmente foi a primeira expressão do esporte antes mesmo daquelas pranchas de madeira do surf”, lembra o bodysurfista Zé Marcos relembrando o ainda incerto começo da história do surf.

Contasse que a origem do surf vem dos polinésios que eram uma sociedade toda baseada no surf. Seus líderes eram os mais habilidosos na água e empunhavam as melhores pranchas feitas de madeira. Mas os peruanos também têm a sua versão da origem do esporte com pranchas feitas de cana há 4000 anos. E ainda tem os havaianos que mil anos atrás já deslizavam as ondas mais famosas do surf moderno e se diferenciavam socialmente pelo tamanho de suas pranchas.

Mas foi sem elas que Zé Marcos, um mineiro diferente, que sempre teve contado com o mar e sempre pegou seus jacarés nas praias do Rio de Janeiro quando criança. “Já até tentei surfar. Até andava de skate, mas na água eu sempre tive mais facilidade só no peito mesmo.

Zé Marcos precisou passar seis meses em Natal por problemas de saúde na família e “o tempo foi passando. Quando completei dois anos em Natal chutei o balde, vendi minha parte na sociedade no estúdio que tinha no Rio de Janeiro, vendi meu apartamento e vim com a cara e a coragem morar em Natal”. Conta o músico que hoje se dedica à publicidade e à prática do surfe de peito.

Hoje não é difícil encontrar com Zé Marcos no mar de algumas praias potiguares pegando jacaré sempre com sua câmera registrando os melhores momentos e publicando nas redes sociais do “No Peito e na Raça”.

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